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Monica

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"Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade."
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Espaço Fuefo

Um Espaço para os viajantes
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May 11

Nossa homenagem no dias das mães- sinto tanta saudade

Hoje é dia das mães. Meu primeiro dia das mães sem ela aqui nesse plano.
Era seu dia preferido. Nunca gostou de aniversário ,mas sempre gostava de comemorar o dia das mães.
Dizia que tinha muito orgulho de ser nossa mãe. Imagina só, nós é que temos muito orgulho de ser sua filha, uma pessoa tão especial, doce e carinhosa.
O que me tranquiliza é que eu sei que com toda a sua espiritualidade, ela está em algum lugar tranquilo, leve e cheio de paz. Como ela mesmo já nos disse em sonhos, um lugar onde ela pode voar. Enfim ela está livre!
Ao mesmo tempo posso sentir sua presença aqui perto, juntinho de mim e da Pat, cuidando da gente.

Eu infelizmente não herdei o "dom de me expressar com a palavra", mas abaixo transcrevo o que minha irmã escreveu durante esta madrugada, ela sim herdou toda sua sensibilidade.
Mãe, Feliz dia das Mães!! Estou com muita saudades, mas sei que você está aqui perto da gente.
Te amo,
Mônica

De Patrícia para a "nossa mãe"

Para minha Mãe.....


Feliz Dia das Mães, meu amor!
Hoje é o seu dia predileto. Dia da sua alegria, dia de te ver sorrindo, de ouvir sua alma feliz.
Estou com uma saudade enorme, algo que não consigo explicar, um grito calado.
Queria poder te homenagear de alguma maneira, poder dizer o quanto te amo e como sou grata por nossa vida juntas.
Mãe, obrigada por ter sabido me ouvir, por me respeitar, por me ensinar a ter compaixão, por me amar tanto, me abraçar, me encher de beijos, por pentear meu cabelo e tirar minha maquiagem já quando eu dormia, por me esperar tantas noites, por nossos lanches na madrugada, por devorarmos chocolates, por ouvir e rir das minhas piadas, por ter ido dançar comigo quando ainda não tinha dores, por me fazer gargalhar com sua inocência divina, por ter juntado meus primeiros quadros, me apoiado, acreditado em mim, por ter me deixado viver e aprender com a vida, por entender meus erros e me ajudar a corrigi-los, por todas as viagens que fiz, por fazer parte sempre das minhas amizades, por ser minha amiga, por me poupar de sofrimentos, por curar minhas dores de ouvido e cabeça com suas mãos abençoadas, por arrumar minha cama, por me deixar ficar ao seu lado quando eu tinha pesadelos, me confortar, por cantar pra mim com sua voz doce, por rezar por mim, por conseguir retirar de mim um medo, por ser meu porto seguro. Sempre.
Obrigada Mãe, por ter sido uma mãe tão espetacular, tão minha e tão de Monica, tão linda.
Hoje é o seu dia e infelizmente não posso correr para te abraçar, te dar um presente, te encher de beijos, te agradecer pessoalmente por tudo isso... Agora tudo que posso é sentir essa saudade, chorar, gritar, tentar me perdoar por não ter dito como te amo mais vezes...
Sei que você está bem e onde quer que esteja peça para que façam uma grande festa em sua homenagem, com lindas músicas italianas, muita dança, alegria e grandes gargalhadas, pois mais que ninguém, você MERECE!!!
Eu te amo pra sempre. Eternamente.
Feliz Dia Das Mães, meu anjo.



May 01

Como cheguei as Relíquias

Como cheguei as Relíquias:

Estava tudo certo para eu embarcar para Campinas no dia 23 de abril para fazer o evento “Rito de Passagem” nos dias 25 e 26, voltando ao Rio só no dia 29. Quando digo tudo certo, era certo mesmo, com passagem na mão inclusive.
Nesse meio tempo me ligaram para fazer o Redbull de MotoCross, mas eu teria que começar no dia 20, então agradeci e disse que não poderia, porque já estava comprometida com o evento indígena em Campinas.

Dias depois chega um e-mail dizendo que o Rito de Passagem tinha sido adiado. Confesso que na hora fiquei muito, mas muito chateada mesmo, afinal de contas não aceitei o trabalho no MotoCross (que eu estava com muita vontade de fazer) por causa deles e acabei ficando sem os dois trabalhos. Detalhe sou freelancer e estava contando com isso.

Fiquei pensando sobre o por quê disso tudo, achei que isso deveria ter algum sentido. Perder 2 trabalhos de uma só vez? que estranho!

Nesse meio tempo chega um e-mail da Virginia me convidando para a 3º Reunião dos Voluntários.

Pronto achei o sentido, dessa vez ouvi minha intuição.

- É isso, vou trabalhar como voluntária nesse evento!

Quem me conhece sabe que não sou Budista, aliás, o Luiz Felipe comentou isso na nossa primeira reunião no dia 25 de manhã na hora de abrir o evento, não sei como ele descobriu, mas quem me conhece também sabe que sou espiritualista, curiosa e sempre em busca de auto conhecimento.

Gente, adorei a oportunidade de trabalhar perto das Relíquias, senti muita emoção, chorei várias vezes, mas um choro gostoso, nada triste.  Na primeira vez que entrei na tenda, senti uma energia tão poderosa que caí em prantos, na hora da bênção então, desabei.

Emocionei-me muito com a emoção alheia, com os homens que deixavam as lágrimas cair, com as velhinhas, com os bebês, etc.

Algo me puxava, me fazia ficar lá perto.

Às vezes o Luiz Felipe dizia: - Mônica agora você fica aqui embaixo junto à escada, mas algo mais forte me fazia subir e ficar na porta da tenda ou lá dentro, desculpe, mas era incontrolável.

Hoje depois dessa Poderosa experiência, posso dizer que sou super ultra simpatizante do Budismo!

Obrigada Virgínia, Luiz Felipe, Tereza, Robinson, as Monjas que nunca consegui decorar os nomes, e obrigada a todos os voluntários com quem pude conviver nesses últimos dias.

Relíquias de Buda

Turnê da Exposição das Relíquias do Buda e Outros Grandes Mestres do Budismo

Projeto Maitréia - Bênçãos dos Budas

“Através da bondade amorosa pode-se alcançar a liberdade”

Lama Zopa Rinpoche, Diretor Espiritual, Projeto Maitréia

Fonte: http://www.caminhodomeio.org/Retiros/reliquias.html

 

O que é a Exposição das Relíquias do Coração do Projeto Maitréia?

Uma coleção com mais de mil relíquias sagradas do Buda Sakiamuni e de outros grandes mestres budistas está sendo exposta por todo o mundo. Estas relíquias serão guardadas de forma definitiva em um relicário no coração da magnífica estátua do Buda Maitréia, que está sendo construída em Kushinagar, na Índia, e que deverá ser finalizada em 2010.

O que são as Relíquias?

Quando pensamos em relíquias, tendemos a lembrar de algo morto, inanimado e talvez não muito atraente, como vestuários, ossos ou fragmentos de dentes. Estas relíquias são diferentes. Quando os corpos de mestres espirituais são cremados surgem cristais parecidos com pérolas entre suas cinzas. Os tibetanos os denominam “Ringsel”. Estes “Ringsel” são especiais por guardarem a essência das qualidades do mestre espiritual. Sua pureza interna aparece na forma das relíquias. Os verdadeiros mestres espirituais não falam, de modo geral, sobre suas realizações. As relíquias são evidências físicas de que o mestre alcançou qualidades de compaixão e sabedoria antes da morte.

Quais são os benefícios de se aproximar das Relíquias?

As Relíquias proporcionam uma oportunidade única de conexão espiritual pessoal com seres iluminados. Estes mestres escolheram, deliberadamente, deixar estas Relíquias de forma que nós possamos gerar as causas de nossa própria felicidade. Inúmeras pessoas vêm se conectando diretamente à poderosa energia de amor que emana das Relíquias. Budistas e não-budistas relatam que se sentem inspirados, curados e em paz, simplesmente por estarem na presença das Relíquias. Cada visitante acessa o aspecto divino em si mesmo.

De quem são as Relíquias nesta coleção?

A maior parte das Relíquias são do Buda Sakiamuni, o Buda histórico, que nasceu em 563 A.C. Também há Relíquias do Buda Kasyapa, que precedeu o Buda Sakiamuni. A coleção completa está catalogada no folheto da Exposição das Relíquias, disponibilizado em troca de doações.

Como demonstro meu respeito pelas Relíquias?

A forma tradicional de se aproximar é através de circumambulação, prostração e oferendas, mas esta forma não é obrigatória. As Relíquias estão disponíveis a todos os seres, independente de sua religião ou crença espiritual. Não há protocolos ou formalidades rígidas. Apenas solicitamos que as pessoas mostrem respeito e atenção. Nós os convidamos para experienciar as Relíquias da forma que for mais apropriada para vocês. Freqüentemente as pessoas rezam pela paz mundial e para que surja amor nos corações das pessoas em todo o mundo.

Quantas exposições das Relíquias já aconteceram?

Desde o início das exposições, em março de 2001, já ocorreram mais de 100 exibições nos EUA, Canadá, Cingapura, Taiwan, Mongólia, Nova Zelândia, Rússia e Europa. Elas já foram apresentadas em prisões, hospitais e escolas.

 

O que é o Projeto Maitréia?

Esta coleção histórica de mais de mil Relíquias será depositada no coração da estátua do Buda Maitréia, que está sendo construída em Kushinagar, na Índia. O propósito do Projeto Maitréia é trazer os maiores benefícios possíveis para o maior número de pessoas pelo maior tempo possível. Este propósito se realiza através da prática de bondade amorosa para consigo mesmo e com os outros. Sua Santidade, o XIV Dalai Lama explica:

 

“Quando estamos em paz em nosso interior, podemos ficar em paz com aqueles ao nosso redor. Quando nossa comunidade se encontra em estado de paz, ela é capaz de compartilhar esta paz com as comunidades vizinhas e assim por diante. Quando sentimos amor e bondade pelos outros, isto não apenas faz com que eles se sintam amados e cuidados, mas também nos ajuda a desenvolver felicidade e paz internas. Este projeto é realmente maravilhoso e é resultado de grande coragem e determinação. Do fundo de meu coração, eu aprecio e aplaudo este belíssimo projeto e todas as pessoas conectadas a ele – os benfeitores e todos os outros que contribuíram e estão contribuindo para que ele ocorra. Todos deveriam compreender que este é um Projeto sagrado e abençoado.”

Quem é o Buda Maitréia?

Maitréia é conhecido como o Buda da bondade amorosa. Ele aparecerá neste mundo após a era do Buda Sakiamuni e ensinará o Dharma.

A idéia do Projeto é construir uma grande estátua?

Não. Como disse Lama Zopa: “A estátua em si não é o objetivo, mas sim o método para alcançar o objetivo.” O objetivo principal do projeto é criar paz e harmonia em todo o mundo. Para alcançá-lo, propomos um estilo de vida baseado na atitude da bondade amorosa. O ponto central, o foco da corporificação desta bondade amorosa é a maravilhosa estátua dourada de Maitréia, que guardará as Relíquias sagradas em seu interior.

Como este Projeto promove a bondade amorosa e a paz?

 

• Ao providenciar apoio direto e imediato para uma comunidade carente da Índia que ganhará escolas, empregos, uma rede de clínicas que vai oferecer tratamento médico gratuito e crescimento econômico. Já existe uma escola em Bodhgaya oferecendo educação gratuita e cuidados médicos para as crianças da região.

 

• Disponibilizando para os visitantes as ferramentas para que desenvolvam bondade amorosa em um centro de desenvolvimento espiritual e de excelência acadêmica, que inclui um monastério, obras de arte sacra, salas para meditação e leitura, tranqüilos pavilhões e santuários espirituais com informações sobre o estudo e a prática de metta, a bondade amorosa.

 

• Apresentando-se como um exemplo dinâmico de bondade amorosa e ação no mundo. As pessoas podem encontrar fonte de inspiração ao assistir o crescimento do Projeto através da mídia mundial.

Onde posso encontrar mais informações sobre as Relíquias e sobre o Projeto Maitréia?

Visite: www.maitreyaproject.org  ou escreva para relictour@maitreyaproject.org

 

 

February 25

Marly de Oliveira por Lauro Moreira

 

Marly Oliveira  Poeta dos poetas?  por Lauro Moreira  - Jornal de Letras - 13 Fev 2008

 

«E Marly de Oliveira - poeta por ora de poetas - será poeta de todos nós, que a leremos emocionados e gratos pela coragem e beleza que esparziu no nosso mundo» - António Houaiss

 

Marly de Oliveira, poeta, professora e ensaísta, embora tenha vivido a infância e adolescência na cidade fluminense de Campos, onde muito cedo se iniciou na literatura, publicando poemas em jornais e revistas, mudou-se depois para o Rio de Janeiro, onde se diplomou em Letras Neo-Latinas pela Pontifícia Universidade Católica. Recebeu bolsa de estudos para cursar História da Língua Italiana e Filologia Românica na Universidade de Roma. Ali conheceu o grande poeta Giuseppe Ungaretti, que ao ler uma breve coletânea de poemas escritos em italiano pela jovem estudante brasileira, decidiu entusiasmado apresentá-la pessoalmente em um programa cultural da RAI, referindo-se textualmente ao «milagre de criação» daqueles versos escritos por uma estrangeira em «um italiano luminoso».

De volta ao Brasil, Marly de Oliveira passa a lecionar Literatura Hispano-Americana na Universidade Católica do Rio e de Petrópolis, e Língua e Literatura Italiana na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo. Casa-se com um diplomata brasileiro, o autor destas linhas, e vive alguns anos em Buenos Aires, Genebra e Brasília. Na década de 80 casa-se, pela segunda vez, com João Cabral de Melo Neto, com quem reside em Portugal (no Porto) e depois no Rio, até a morte deste, em Outubro de 99. Em 1 de Junho de 2007, Marly de Oliveira falece em um hospital do Rio de Janeiro, após quase quatro meses de internação.

Desde seu livro de estréia - Cerco da Primavera (1957) - publicado quando era ainda uma jovem universitária, Marly de Oliveira surpreendeu leitores e críticos com uma obra que nasceu pronta, definitiva, «como Atenas, da cabeça de Júpiter», na expressão de Alceu de Amoroso Lima, e que mereceu o Prêmio Alphonsus de Guimarães, do Instituto Nacional do Livro. Ali já estão presentes os temas essenciais da poeta, reiterados nos 16 livros seguintes, numa permanente indagação metafísica sobre os mistérios e a fragilidade da vida. O primeiro verso, do primeiro poema, do primeiro livro já traduz a atitude reflexiva de alguém voltado para o conhecimento de si e do mundo que o cerca: «Eu. E diante da vida (…)»

Trata-se aí da obra de uma jovem poeta perplexa ante os mistérios do mundo, acreditando de início no poder da poesia como chave para abrir esses mistérios, mas percebendo, em seguida, a insuficiência da arte para tanto. O máximo a que a poesia poderia aspirar seria reflectir, em termos estéticos, esta busca permanente e essa consequente perplexidade diante do mistério insondável.

Mas, essa incapacidade para entender o mundo não detém, porém, o tempo, em seu fluir incessante. Um breve levantamento vocabular do Cerco da Primavera testemunha essa fugacidade das coisas e da vida: rosa, flor, aceno; fogo de lírios; silêncios desvelados; um rio de claridades, tempo, luzes, auroras, noites, crepúsculos, água, vento, manhãs puras, horizonte, vagos espelhos, sonho, nuvens, etc. E esse fluir incessante vai desembocar naturalmente no não-ser, na morte. Ou seja, o amor e a morte são os temas fundamentais do Cerco da Primavera, como confessa a própria autora.

Em seu segundo livro, Explicação de Narciso (1960), a poeta se vale do mito grego - como de resto o fará em vários outros momentos de sua obra, sobretudo em Invocação de Orpheu, onde se dá a «iminência do encontro frustrado» - para reflectir sobre o tema da beleza pura, completa em si mesma, ao longo de 19 poemas interligados. Mas Narciso, como se sabe, é também o ser que caminha inelutavelmente para a solidão e para a morte.

O enfoque dado por Marly de Oliveira ao mito do Narciso difere, entretanto, dos enfoques de poetas anteriores, como Ovídio ou Valéry, mais presos à versão tradicional da mitologia, em que Narciso, um dia se vendo reflectido no espelho das águas, apaixona-se por si mesmo e afoga-se na fonte, à beira da qual nasce a flor com seu nome.

Para Marly, Narciso, ao se mirar no espelho das águas, se vê para além da sua imagem: «Eras o Eterno, a Beleza?/ E a isso ninguém subsiste».

Nos dois livros seguintes - A Suave Pantera (1963, Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras), e O Sangue na Veia (1967), que buscam uma certa objectivação do poema - sai de cena o travo de melancolia e sofrimento, derivado da sensação de impotência diante do mistério. A pantera, estuante de vida, está toda presente em si mesma, sem passado e sem futuro, e portanto sem angústia. Nela coexistem a fome, a cólera, a liberdade, o amor e o sono - mas não a consciência da morte

 O Sangue na Veia, por sua vez, reúne 46 sonetos decassílabos, encadeados por uma longa reflexão sobre o tema do amor, visto como algo vital, porém consciente e lúcido (seria antes o conhecer e abrasar-se de Vieira, e não a imagem de Cupido com os olhos vendados, diria a autora); algo que segue uma rota própria, um caminho preciso e limitado, como o sangue na veia. Aqui tão pouco sobra espaço para tons crepusculares, e Eros é celebrado como convém.

Vem depois A Vida Natural, publicado também em 1967, com O Sangue na Veia. Ambos evidenciam aquilo que Antonio Houaiss tão bem chamou de «sentidos sentidos». O contacto quase inaugural com a natureza em seu estado bruto, para ela que passara os seus jovens anos até então entre livros, Rio e Roma, teve o impacto de uma revelação. Foi uma constatação fascinada com árvores crescendo, bichos nascendo, rios correndo e «crepúsculos lentos e arroxeados»… Mas a dúvida, o questionamento sobre a perenidade das coisas e sobre o estar no mundo, juntos e diversos desta mesma natureza, estão igualmente presentes nesses poemas, cujo bucolismo amoroso nos faz pensar em um Bernadim Ribeiro, e cuja estrutura formal nos remete a Dante e suas sextinas, às canções provençais, a Petrarca, a Guido Cavalcanti.

Após Contacto (1975), Marly publica  Invocação de Orpheu (1980), a que já nos referimos, e logo em seguida, Aliança. Esta última é uma obra repleta de homenagens a figuras admiradas pela autora. Segundo Antonio Houaiss, «alguns dos mais belos tributos críticos, lúcidos, válidos, perdurantes, afetivos a poetas seus cognatos de alma, como a Drummond, a Jorge Luís Borges, a Murilo Mendes, a Cecília, a Manuel Bandeira, a Clarice, a São Francisco». (E, acrescentaria eu, a suas filhas muito amadas, Mônica e Patrícia).

Uma visita a Jorge Luis Borges em sua casa  em Buenos Aires, numa certa tarde  do final da década de 60, vai render anos mais tarde um poema muito significativo de A Força da Paixão/ A incerteza das coisas (1982): «A humildade de Borges. Quando o vi/ pela primeira vez e lhe mostrei/ o coração repleto de admiração,/ me respondeu: ‘Si algun dia te dás cuenta/ de que no soy lo que tú te imaginas,/no digas que no te avisé.’/ Esta frase impregnou minha vida.»

Em Retrato (1986), a autora como que reescreve alguns poemas de seus primeiros livros, num exercício crítico, lúdico, original e bem-humorado de metapoesia, em um surpreendente diálogo intertextual. São referências diretas e explícitas a poemas de O Cerco da Primavera, Explicação de Narciso, A Suave Pantera, O Sangue na Veia, etc., reescritos décadas mais tarde, em um exercício de reconstrução não apenas formal como de conteúdo.

Viagem a Portugal (1986), publicado após uma vivência mais prolongada no país, é um prelúdio de alegrias e esperanças em que a poeta percorre a geografia, a história e a atmosfera lusitanas: «Em Portugal, à sombra de mim mesma,/ pela primeira vez fui livre/ e sem cuidado,/ amando o meu estar ali/ de forma tão intensa/ que mal me reconheci

Com uma produção sempre fértil e cavando cada vez mais o poço da introspecção, na busca incessante de uma resposta para suas permanentes indagações existenciais, Marly de Oliveira publica a partir de 1988 quatro novos livros, que acrescentam e enriquecem ainda mais a sua extensa obra. São eles: O Banquete  (1988), O Deserto Jardim (1990), O Mar de permeio  (1997) e Uma vez, sempre (2000), sua última obra publicada em vida (deixou o inédito Feixe de Rúculas, no qual, através de 51 poemas - constituindo na verdade um longo solilóquio sobre um tema único, como lhe soía quase sempre acontecer -  Marly volta a tratar  de mais um mito, desta vez o de Hérodiade, a partir de um poema de Mallarmé, em um novo exercício de metapoesia.

      

A concluir, vale reiterar que, para Marly de Oliveira, a função do poema é conhecer, investigar o real, reflectir sobre o ser e o estar no mundo; e que sob o aspecto formal, sua obra é de grande rigor estético, deixando transparecer um vasto conhecimento dos clássicos e um perfeito domínio técnico das formas fixas, do soneto às sextinas de Dante, das canções medievais ao verso curto e livre de suas obras mais recentes. E novamente me socorro do Mestre notável, a quem a cultura lusófona tanto deve, que é Antonio Houaiss, e que nutria a mais profunda e confessada admiração por essa obra, tão conhecida sua. Prefaciando um dos livros de Marly, escrevia ele:

«A aventura poética, aqui, atinge um estado único no Brasil e quiçá na língua portuguesa: um fluir sonoro de completo mas imanifesto domínio dos apoios fonéticos; um artesanato de formas fixas que se embebe no mais acurado conhecimento do passado; uma temática que leva, ao mesmo passo, ao quinhentismo e antes, e aos amanhãs e depois, pertemporizando-se».

Marly em Brasília 1

 

February 15

Mais ou Menos

 

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos,

numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão

        mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a

acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...


é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos,

namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

 

Chico Xavier

 

February 10

De Patricia ,minha irmã

SAUDADE
Há um ano, exatamente nessa hora, meu coraçao parou ao som de um telefonema.
Nao podia imaginar o que estava a minha espera...
Entre o grito do meu desespero, o panico que corria nas minhas veias e o barulho da sirene que nao chegava nunca, eu vi o olhar mais doce do mundo se transformando numa distante luta. Um olhar com um medo que eu jamais tinha visto nela, a fortaleza que eu acreditava ser imortal. Por um momento nossos olhares se cruzaram e de repente só o amor falou. Falou de força, coragem, carinho, compreensao, falou de ajuda, de afeto e compaixao, independente daquele pavor tao explicito. Foi uma bençao, hoje posso entender, aquele foi nosso ultimo olhar, ao menos com os olhos abertos.
Depois voltei aos telefonemas, ao grito, desespero. Minha irma, meu pai (na véspera de seu aniversário)e Liana longe, meu amor tambem, mas graças a Deus, estava com minha amiga tao querida que assistiu a todas as convulsoes, me poupando da dor.
Em seguida, me vi levando a melhor parte de mim para aquele lugar frio, mas com coraçoes dispostos a nos ajudar.
Uma noite inteira se passou, o medo cada vez maior, uma louca busca por algum entendimento, tentando trazer calma a minha alma arrebentada.
Dali em diante foram meses de dedicaçao, de um amor tao forte que nos ensinava todos os dias sobre a vida, sobre receber e aceitar, sobre doaçao e compaixao.
A cada dia a saudade daquela que era a unica voz que me erguia, me alimentava, me entendia e me enxergava...por sorte nossa ligaçao é muito maior que os sons das palavras.
Todos os dias penso na força da minha mae, na bondade, na sensibilidade, na capacidade unica de amar sem julgar e ainda hoje sinto seu perfume.
Ao longo desses meses vimos como era amada. Seus amigos, que foram aos montes visita-la, rezavam com a gente, levavam palavras de amor e coragem e quase todos nos diziam como eram gratos a ela, por uma coisa ou outra, um momento dificil ou por  simplesmente poder ter feito parte da vida dela. Vimos aqueles anjos enfermeiros nos confortando e cuidando dela com tanta dedicaçao, aprendendo a ama-la atraves de mim e minha irma, vimos medicos fortes e doces, que aos poucos foram compreendendo quem era essa mulher tao impressionante, atraves de poemas  e do nosso eterno amor por ela. Nos meses que passaram, vi familias sofrendo, vivi outras dores, pude ajudar alguns com a fé que aprendi a ter com minha mae e recebi ajuda.
Ela, continuava deitada, com toda sua garra, digna pantera com aquele semblante sempre suave, aguentando tudo, trocas de sangue diarias, tubos, remedios terriveis, invasoes constantes. Hoje sei que ela aguentou tudo isso para que eu tivesse a chance de aprender com ela a aceitar as dores da vida com amor, com equilibrio e compaixao. Por isso sou  tambem eternamente grata.
Hoje ela vive em mim e a saudade que sinto vai ficando um pouquinho mais doce, mas ainda dói tanto nao te-la mais nesse plano que tenho a impressao de que me falta ar nos pulmoes. O que faço é respirar fundo, chorar um pouco e buscar em mim o amor que ela me deu para acalmar minha alma triste e saudosa. E ainda agradecer a Deus por tudo que passei e aprendi e pelo que ainda vou viver.
Amém e obrigada a todos que fazem parte da minha vida, que tem a paciencia de me escutar e a coragem para me fazer ficar.


Um beijo e todo meu amor.
Patinha
December 26

Meus aniversários no Brasil e Portugal

Esse ano como todo mundo sabe foi um ano muito duro e triste para mim e minha irmã. No dia 22, um dia antes do meu dia eu fiquei péssima, arrasada mesmo, só queria chorar. Acho que a proximidade dessas festas mexem muito com a gente. Eu sempre tinha passado o Natal com a minha mãe.
Mas, graças a Deus eu consegui superar esse momento de saudade e consegui comemorar meu aniversário do jeito que eu adoro, duas vezes e com meus amigos queridos!
Uma no Rio, no dia 16, com meus amigos cariocas. Lá estava uma noite linda e simpática no Terraço do Rest.Nanquim, com direito a lua e a vista do Cristo, momento verão. A outra comemoração foi no próprio dia 23 aqui em Lisboa, em casa do meu pai, com amigos que eu conheci em 1990 e que eu consegui manter contato até hj. Aqui estava frio do lado de fora,mas quentinho e aconchegante dentro de casa,aniversário regado a queijos, vinhos,cachaça,violão e cantoria.
PortugalPortugal 012
 
November 26

Rito de Passagem em Recife

 
O Rito de Passagem versão pernambuco 2007 foi o Rito que me deixou mais insegura no princípio. Estivemos lá eu e Angela, dois meses antes do evento numa viagem de pré produção. Saímos super contentes achando que estava tudo resolvido. O tempo foi passando e nada..nada acontecia.
Só depois de chegar a Recife pela segunda vez entendi que as coisas lá  funcionam melhor em cima da hora do que planejadas com muita antecedência.
 
Eita exercício de paciência!
 
Eu juro que a frase que eu mais ouvi neste último mês foi "Fica tranquila", confesso que essa frase me deixava muito estressada, pq era impossível ficar tranquila vendo o ritmo em que as coisas caminhavam. Nós estavamos dependendo da Secretaria de Cultura em muitos setores. Isso me deixava realmente tensa. Pq numa produção vc não ter o controle da situação é muito complicado. Confesso que nem posso reclamar, pq graças a Deus eles cumpriram tudo que prometeram.  Foram ótimos. Obrigada David, Obrigada Bode, Obrigada Peixe! Obrigada Emlurb, rs (cada nome né..)
 
Acredito sinceramente que a nossa grande sorte foi ter apostado na Vanúsia, uma produtora local de mão cheia. Ela conseguiu montar uma super equipe: Fabio e Andrezza foram realmente nota 10.  Adorei pq eles são super ligados, atentos e cheios de iniciativa. Os anjos eram além de gatos, uns fuefos e pelo o que eu pude perceber se entregaram completamente ao evento,  se  integraram com os Povos indígenas de uma maneira muito bonita. Cada um da sua maneira. Até massagem nas produtoras o Diogo, o nosso anjo xavante fez.  Aliás ele arrebenta na massagem nos pés. O Alex acabou colocando o carro e a moto na roda  para levar as roupas na lavanderia. O Bruno até no hospital foi para levar  o Arako, o Anderson todo enturmado com os Mehinaku, vivia no shopping com eles e no futebol. As meninas da lojinha do ideti, Mauria e Rebecca , umas graças e compententes arrasaram nas vendas. O weber distribuia as senhas..nossa que fila formou no último dia.
Nós importamos o Sandro de Salvador (ex anjo xavante) que fez direitinho tudo que a Rose pediu.
 
Sem falar na Exposição, que ia ter, depois cancelaram, depois resolveram que ia ter de novo..ufa que loucura. Que bom que teve e que ficou linda. Só não precisava ter sido assim tão cheia de promessas de uma pessoa maluquinha, mas td bem, algo temos que aprender com isso.
O nosso fotógrafo Helio "maravilhoso" Nobre fez de tudo um pouco. Até colar carpete e raffia ele fez. Tudo com esse jeitinho fuefo e doce que ele sempre tem.
Detalhe, era a exposição dele e ele estava colando o carpete e montando banner...incrível, esse é o espirito do Rito de Passagem.
O som do Doudou e a Luz do Zé Carlos contribuiram para o lindo espetáculo. O Zé Carlos da emlurb tb foi um fuefo cedendo a terra,aliás que stress essa terra, credo. Acabei conseguindo no último momento um caminhão de terra para colocar em cima da terra ruim que tinha vindo ..Até no lixão eu fui,mas essa já é uma outra estória.
A energia fluiu lindamente entre o público e os indios. Foi muito bonito ver os Mehinaku que eu ainda não conhecia. Adorei. Os Xavantes eu já tinha visto duas vezes,mas é sempre bom ver a força de seus rituais.
Pena que no final a gente teve esse probleminha de roubo dos microfones, que eu ainda não consegui bem entender o por quê disso, mas certamente vamos aprender alguma coisa com essa experiência tão chatinha. Teremos que refletir sobre isso.
 
Sinceramente acho que cada Rito é uma experiência nova e única . E olha que já fiz 4.,mas cada Rito é diferente, em cada Rito a gente aprende alguma coisa, recebe lições de vida e conhece gente especial.
É por isso tudo que eu adoro trabalhar neste evento com pessoas tão maravilhosas como a Angela, Jurandir, Adriana e Rose.  Amo vocês!
Obrigada Ideti por me deixar fazer parte desta tribo (no bom sentido da palavra).
Obrigada Recife. E espero que até breve.
 
July 26

Uma visão pacífica da morte

Li hoje publicado no site "Somos todos um" e achei muito apropriado ao momento tão doloroso que eu estou vivendo.
 
 
Uma visão pacífica da morte
:: Bel Cesar ::


O último dos 12 Elos de Interdependência nos fala sobre a morte. “Último” aqui não quer dizer que não há nada mais depois dele, pelo contrário. Numa visão cíclica e holística, o último é o primeiro de uma nova série...
Em sua última visita ao Brasil, Lama Gangchen Rinpoche nos disse: “Se usássemos a palavra renascimento no lugar de morte, grande parte de nossos problemas em relação ao processo de morrer já estariam resolvidos. Não diríamos fulano morreu hoje, mas fulano acaba de renascer...”

Transcrevo um trecho da introdução de meu livro Morrer não se Improvisa (Editora Gaia): “O budismo nos incentiva a superar qualquer preconceito de pensar ou falar sobre a morte.
Mas enquanto não tivermos alguma experiência direta com a morte, nossa idéia a respeito será apenas intelectual, limitada pela nossa própria falta de experiência. Podemos conhecer a morte de um ponto de vista cultural, religioso, científico ou histórico. Mas continuamos sem saber o que mais nos toca: quando e como nossa morte ocorrerá. Quando esse momento se aproxima é que nos damos conta de que deveríamos saber muito mais sobre ela. Ao sermos tocados pela idéia de nossa própria morte como uma realidade certa, podemos suavizar esse impacto preparando-nos desde já para esse momento.

A morte é um conceito que adquirimos de acordo com a nossa personalidade, ambiente social, cultural e religioso e educação familiar. Nossa visão de morte está contaminada. Então, temos que revê-la. Se nos concentrarmos nela poderemos perceber que muitas de nossas idéias arquivadas são contraditórias.

Se fecharmos os olhos e repetirmos a palavra “morte” inúmeras vezes iremos constatar que, cada vez que dissermos essa palavra surgirão pensamentos, imagens e sentimentos diferentes. Na maioria das vezes eles são antagônicos. Se continuarmos essa experiência de mergulhar até onde leva a palavra “morte”, notaremos que algo em nosso interior muda positivamente. A experiência direta é um antídoto potente para superar nossas resistências. Podemos trabalhar com os nossos preconceitos; não estamos destinados a ficar presos a eles.

O budismo explica a morte como a separação da mente e do corpo, depois que o corpo se desintegra e a consciência continua para outra vida. A morte não é, portanto, uma cessação, mas sim uma transição, uma transformação. Muitas vezes preferimos dizer “o momento de sua passagem”, em vez de falar “o momento de sua morte”. Acredito que essa delicadeza com a palavra “morte” seja um mecanismo de defesa. É uma forma de não lidarmos com o peso da idéia de morte que trazemos em nós. Mas o termo “passagem” é muito adequado a essa idéia de transição.

A certeza de uma continuidade após a morte nos ajuda a lidar com o niilismo de nossa cultura materialista, em que o abstrato e o invisível não são reconhecidos como verdadeiros e possíveis. No entanto, não devemos cair no extremo de querer deixar a morte “leve” demais, buscando uma visão poética na qual também estaremos escondendo nosso medo de encará-la.

Em minha experiência clínica observei que a forma como uma pessoa vivencia a perda de um dos pais ou de alguém significativo, tem uma influência enorme na maneira como ela dá continuidade à sua vida depois de ter enfrentado a morte de alguém. Na maioria das vezes, se ela testemunhou uma morte tranqüila, sua vida passa a tomar um rumo significativamente positivo: consegue se definir melhor profissionalmente, afetivamente e espiritualmente.

Testemunhei pacientes que só encontraram um propósito claro de vida depois de terem vivenciado a morte de seus pais de maneira positiva: casaram-se, tiveram filhos, buscaram uma profissão mais próxima de sua natureza. Mesmo aqueles que viram os pais morrerem com muito sofrimento, mas que puderam dar um significado positivo a essa experiência, foram depois capazes de dar origem a uma nova força que geralmente ajuda a transformar sua vida.

No entanto, a maioria de nós traz consigo o testemunho de uma morte intranqüila. Essa situação costuma gerar, para aqueles que ficam, inúmeras tarefas inacabadas: o que deixaram de ouvir e de dizer à pessoa que se foi, projetos suspensos frustrados, o apoio que não foram capazes de dar, a experiência de impotência frente ao sofrimento. A solidão de quem está morrendo e a inabilidade daqueles que estão à sua volta em ajudar os que enfrentam a morte evidenciam falhas profundas no nosso sistema médico-hospitalar, cuja visão de nossas necessidades humanas precisa ser urgentemente revista.

A vida pode parar e perder o sentido para aqueles que não elaboraram a dor vivida ao assistir uma morte. A ausência de rituais de passagem em nossa cultura ocidental aumenta a alienação daqueles que sofrem, tanto aqueles que enfrentam a morte quanto os que estão ao lado deles. Esses rituais ajudam aqueles que estão morrendo a compreenderem que estão frente a uma “nova oportunidade” e auxilia aqueles que ficam a olhar para a vida de um novo modo, sem a presença daqueles que se foram.

Ao dissimular a morte deixamos de elaborar a realidade de nossa mortalidade. A morte nos aterroriza. Como conseqüência, nos tornamos cada vez mais violentos e auto-destrutivos. Se nossa sociedade integrasse a morte como uma realidade possível de ser vivida positivamente haveria menos revolta frente a ela. Só quando nos abrimos para uma idéia pacífica da morte, nossos sentimentos reprimidos são liberados. Graças a uma nova postura de aceitação e acolhimento, poderemos superar os tabus que nos impedem de vivenciar pacificamente situações que envolvem a morte”.

Última atualização em 21/8/6


Bel Cesar é terapeuta e dedica-se ao atendimento de pacientes que enfrentam o processo da morte.
Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.
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Email: belcesar@ajato.com.br
 

June 25

Missa de 30 dias da nossa mãe

A Missa de 30 dias da nossa mãe , a poeta Marly de Oliveira, será
realizada no dia 30 de junho, sábado às 18 horas no
Mosteiro Nossa Senhora dos Anjos, na Capela das irmãs Clarissas.
Rua Jetiquibá 41, gávea.
 

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